O caos do Espírito Santo (Estado) e a igreja, pode haver ligação?

Estamos acompanhando pelos noticiários o caos instalado no Estado dos Capixabas (Espírito Santo). Cenas terríveis, pessoas sendo reclusas dentro de suas próprias casas ficando reféns de grupos bárbaros que resolveram saquear a cidade enquanto não há policiamento. Há cenas aterrorizantes de saques, assaltos e outras coisas deploráveis. E aí como a igreja se comporta numa situação como esta? A igreja sempre esteve intimamente ligada as questões da sociedade. E sempre envolveu com as mudanças que eram necessárias para torná-la melhor. Um bom exemplo disso são as igrejas reformadas pelo mundo a fora. Agora o que leva uma sociedade entrar em colapso, como no Espírito Santo (ES)? Com certeza a elucidação dessa resposta nos ajuda a entender o papel da igreja no atual quadro. O que leva um Estado a entrar em colapso é o pecado do homem, ou seja a natureza caída, o ser não regenerado regendo, corações depravados que dão vazão a todo tipo de estultícia. Agora, perceba que isso é que vem norteando os corações dos homens praticantes das barbáries no meio do povo capixabense. Quando lemos Rm. 1. 26 a 32, percebe-se claramente este texto levado as vias de fato. O homem entregue a sua própria natureza irá sempre agir daquela maneira. O que mais nos choca ao ver cenas de anarquia como as que estão sendo veiculadas nas mídias sociais, é porque nós não acreditamos que o homem possa de fato, roubar lojas, esfaquear por pouca coisa e cometer todo o tipo de loucura, apenas por que não policiamento. Outra questão que entra em debate, a necessidade da Lei para impor limites ao ser humano. Muitos pensam, e até mesmo cristãos, que a lei só serve para inibir e cercear o liberdade dos homens, é como se fosse uma mãe chata que não deixa o filho adolescente ir para festas, apenas porque ela é atrasada. Muitos lidam com a lei dessa maneira. Contudo, quando vemos um Estado sem policiamento, e portanto, não há ninguém que segure os indivíduos nas suas perversidades, aí sim vemos o papel imprescindível da lei, ela ser para impor limites, tolhendo todo tipo de violências, que porventura possam ser conjecturadas nos corações. Assim, como a lei serve para punir os criminosos, aqueles que mesmo sabendo que não devem praticar algo contra a vida do outro, ainda assim insiste e comete todo tipo de delito. Afinal de contas é necessário a Lei, Paulo diz aos Romanos (13. 4 e 5) que o homem deve estar sujeito as autoridades, não apenas por medo da punição (ela existe), mas também por questão de consciência (temor, freio volitivo). Quando a igreja compreende esses dois fatores e principalmente o fator da natureza humana, então ela deve seguir dois caminhos vitais. O primeiro deles é a oração. Somente rogando a Deus para intervir e transformar os corações é que poderemos obter sucesso nos empreendimentos posteriores, haja vista, que o coração do pecador só pode sofrer mudanças se o Espírito Santo de Deus convertê-lo e fazê-lo se arrepender. O segundo caminho que a igreja deve tomar é o do envolvimento para a mudança. Nossas igrejas precisam ser agentes de mudança cultural. Precisamos nos envolver com a educação das crianças, adolescentes e jovens. Estes grupos são os mais afetados pelas más influências. Crianças e adolescentes são aliciados por meio de uma cultura caída para seguir os caminhos sinuosos e vorazes da corrupção e vitimismo social. Portanto, inserir um programa de valorização do certo, do amor a Lei e tudo quanto é honesto se faz necessário e com o máximo de urgência. E acredito que somente a igreja tem opções a oferecer neste sentido. Simplesmente porque a igreja conhece a verdade e sabe que ela liberta o homem das suas mazelas. Pense nisso, ore e contribua com a mudança cultura de sua cidade. Ore pelo Estado do Espírito Santo, os capixabas precisam de nossas interseções. Em Cristo, Rev. Josley Filho


Rev. Josley Filho